Fala Galera
Roberto Dinamite sacramenta participação do clube nos Jogos, e Nuzman afirma que Governo Federal deve investir na reforma de São Januário
A diretoria do Vasco assinou na terça-feira, em São Januário, o acordo para ser sede dos jogos de rúgbi na Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro. O presidente Roberto Dinamite participou do evento, realizado na sala de troféus cruzmaltina, que contou com a participação de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, de José Antônio Muniz, presidente da Eletrobrás e patrocinadora do clube, e de conselheiros do Gigante da Colina. A cerimônia durou cerca de trinta minutos.
Empolgado com a assinatura do acordo, Dinamite confirmou que o Vasco será o único clube particular a receber os Jogos de 2016. O presidente vascaíno aproveitou para se recordar das Olimpíadas de 1972, em Munique, na Alemanha, quando participou da equipe que disputou o torneio de futebol.
- É um momento importante para o Vasco. Fazer parte de uma olimpíada é um motivo de orgulho para o clube. São Januário vai estar pronto para receber os Jogos de 2016. Lembro que participei das Olimpíadas de 1972 e aquilo foi importante para mim naquelemomento. É um evento que mexe com a população, mexe com todo mundo. Vai ser um salto positivo para o Vasco - analisou o presidente cruzmaltino.
De acordo com Carlos Arthur Nuzman, membros da federação internacional de rúgbi vão visitar o clube para ver as necessidade imeditas para a realização das competições. Segundo o presidente do COB, a tendência é que haja a necessidade da melhoria dos acessos, do replanejamanto dos assentos do estádio, com a colocação de cadeiras numeradas.
- Não sou arquiterto, engenheiro ou jogador de rugby. Mas acredito que irá acontecer uma melhoria dos acessos, dos assentos e dos vestiários. Vai ocorrer uma modificação no estádio e vai ficar um legado, não só para o Vasco, mas para todo mundo - disse Nuzman, que posou com uma camisa do Vasco, apesar de ser torcedor do Fluminense.
- Sou tricolor, mas antes de tudo sou desportista.
Sobre os valores investidos na reforma, Nuzman afirmou que ainda irão ocorrer reuniões para definir todo o planejamento. Porém, em um primeiro momento, ele admitiu que a reforma deverá ser custeada pelo Governo Federal.
- Todas as obras vão sair do conjunto de atribuições do APO (Autoridade Pública Olímpica). Algumas vão ser dos governos estaduais, outras do Governo Federal. Mas acredito que as obras em São Januário ficarão por conta do Governo Federal - afirmou o dirigente, sem ter ideia dos valores que serão investidos na reforma de São Januário para os Jogos de 2016.
Nuzman afirmou ainda que a participação do rúgbi em 2016 ainda não está confirmada. Segundo o dirigente, a decisão vai ser tomada pela federação internacional.
- Pedimos a participação do Brasil no rúgbi e estamos aguardando. A seleção feminina tem qualidade e queremos que participe dos Jogos - afirmou Nuzman.
Saudações,
Michel Macedo
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Roupa suja de time grande se lava assim...
Fala Galera
Ia escrever uma postagem sobre a "invasão" de alguns torcedores do Vasco em São Januário, mas desisti depois que li a coluna do Hélio Ricardo do SuperVasco. Não tiro um palavra dele e reproduzo aqui na íntegra suas sábias palavras:

Em primeiro lugar é bom que se lembre o velho dito popular: “roupa suja se lava em casa”. Quando a roupa está muito suja, começa a incomodar quem é de casa. Quando a casa fica passiva diante da sujeira, favorece que outros venham de fora e se prontifiquem a lavar.
No meu entendimento, foi isso que acabou acontecendo no Vasco esta semana.
Não fomos "invadidos". Invasão não é isso. Invasão é coisa de elemento estranho, alheio, incomum. Invasão é feita por quem não tem vinculo e quer se apoderar do que não lhe pertence. Um invasor, um elemento estranho, não poderia circular dentro do estádio nem ter acesso a portões ou aos gramados. E ninguém disse que os que assim fizeram o fizeram por força ou por violência. Então que “invasão” foi essa?
É bom que se aprenda um outro dito popular: “quanto maior o gigante, maior a queda”. Estão esquecendo que o Vasco é grande! Estão tão acostumados com as derrotas sob aplausos, com as eliminações por omissão ou por atos destrambelhados dos responsáveis que acabaram pensando que o Vasco é menor do que ele efetivamente é.
Não é, não!
Acordem!
O Vasco é grande!
E clube grande – todo mundo sabe – é assim mesmo. O racional e o irracional, o lógico e o ilógico, a impulsão e a repulsão se dão na mesma proporção. Para uns a cobrança soou como ato de vandalismo. Para outros, como ato de vagabundagem. Muita coisa foi dita, muita coisa foi noticiada para vender “furo de reportagem”.
Fui à fonte apurar o que efetivamente aconteceu.
Conheci, ainda naquela fase sofrível do rebaixamento, um sujeito chamado Luiz Claudio, presidente da torcida que esteve nos gramados de São Januário cobrando o que definitivamente esses jogadores não vêm demonstrando: dignidade com a camisa que vestem. Claudio é um rapaz educado, simples, discreto, que fala de forma articulada e em momento algum lembra os representantes truculentos e algozes que vitimam pessoas e fazem apologia da pancadaria em prol de suas torcidas. Ele é inteligente e diplomático, diferente da carcaça de "feras dos estádios" usada tantas vezes por outros correligionários. Claudinho não é congênere: ele é sui generis.
Não sou parente, nem amigo de infância, nem cunhado do Claudinho da Força Jovem. Não sou integrante da torcida, nunca vesti uma camisa da Força Jovem e – se querem que eu seja sincero – nem assisto aos jogos dentro da torcida (prefiro ficar de fora assistindo ao seu espetáculo visual). Mas fiz algo que – tenho a mais certeza absoluta – ninguém ou quase ninguém fez: fui até o Claudinho apurar o que realmente aconteceu e qual foi a sua intenção. Não vim aqui absolvê-lo de sua atitude, porque também não liguei para ele no intuito de julgá-lo nem condená-lo. Com alguma inteligência que a vida me ensinou a ter, calculei imediatamente que, se tivesse ocorrido uma "ação de marginais" em São Januário como muito supunham, certamente a diretoria teria chamado a polícia e registrado ocorrência. Se nada disso ocorreu, é porque nenhuma violência ocorreu também. Simples assim. Dois e dois são quatro, todo mundo sabe.
Ou alguém acha que são cinco?
Conversei por longo tempo no telefone com o Claudinho e fiquei feliz com o que ouvi. Não porque tenha aprovado – volto a dizer – a cobrança que foi feita, da maneira como foi feita, no momento em que foi feita. Mas porque Claudinho me convenceu de que a “visita” (prefiro tratar o fato assim) foi pensada de forma reflexiva e inteligente..
Claudinho não vive do clube: ele é SÓCIO ADIMPLENTE do Vasco e PAGA ingresso para assistir aos jogos do nosso Vasco. Tal como ele, TODOS os líderes da torcida que o acompanharam eram SÓCIOS e ADIMPLENTES. Ele mesmo teve o cuidado de selecionar essas pessoas para que o protesto tivesse propriedade. Bem, só esse dado já mata boa parte da distorção que fizeram do fato.
Então eu começo a fazer uma série de perguntas decorrentes dessa minha investigação do fato: qual é a diferença de um sócio do clube quando ele é de uma torcida organizada? Ele fica inibido? Ele fica coibido? Ele fica proibido? Ele fica acuado sem poder protestar?
A diferença é que, ao contrário dos torcedores que muitas vezes nem sócios são (e, quando sócios, são inadimplentes) esses caras foram lá em São Januário exigir respeito e dignidade com a camisa que vestem e pelo dinheiro que pagam. Se todos os sócios do Vasco fizessem exercer a sua “cidadania vascaína”, certas coisas não aconteceriam e jamais teriam acontecido em nosso passado próximo!
E é bom que quem está no Vasco e quem continuou no Vasco saiba e se acostume com o que disse o Claudinho: civilizadamente serão sempre cobrados, porque o Vasco – desculpe se ainda não sabem – é GRANDE! Já vimos torcedor de time grande bater, acuar, apedrejar, dar até tiro em treino. Isso sim é acinte, crime, agressão, violência. Agora... cobrar? Que mal há em cobrar?
Repito várias vezes: não justifico o que foi feito, mas não me conformei com o que foi dito e virou notícia. Fui à fonte. E a fonte me revelou coisas muito diferentes da leitura primária de vandalismo e vadiagem. Eram torcedores indignados. Se estivesse tudo bem, teriam entrado para pedir autógrafo. Como está tudo muito errado – porque o Vasco na penúltima posição na terceira rodada de um campeonato É ERRO – foram cobrar. Pleitearam essa reunião e não foram atendidos. Não estou respaldando seu ato, mas estou me isolando “antropologicamente” do meu juízo para entender que eles, de forma sociável e sem agressão, abordaram os atletas e exigiram o que uma “imensa torcida bem feliz” muitas vezes se omite e não faz. Enquanto muitos viram casaca ou entram em sites infames para fazer politicália e denegrir a instituição a troco de moedas e vaidade, esses caras foram dentro do Vasco exigir a mudança que, afinal, todo mundo quer.
Ou alguém acha que o Élton e o Nílton não mereciam uma pixotada da torcida, digna das que eles dão na bola dentro de campo?
Não podemos embarcar em argumentos fáceis do tipo “o que esses vagabundos faziam três da tarde? não trabalham?”. Faziam, provavelmente, o que outros torcedores, nesse mesmo horário, também fizeram nas vezes em que jogaram moedas em Leandro Amaral, participaram das manifestações de rua e mesmo das eleições do clube. Ou o clube tem eleição de meia-noite às cinco?! Por que os outros podem e eles não? É essa a hora de chacoalhar as torcidas organizadas? É assim que se faz?
Por que a discriminação? Qual é a diferença?
Agora vou ao ponto mais nevrálgico dessa celeuma. O recado dado pelos torcedores a esse elenco - sugerindo que “quem não quiser jogar com essa camisa, vá embora enquanto o campeonato apenas começa” - é fruto de uma miopia que estamos vivendo. Estamos diante de uma coisa e vemos outra. Estamos venerando e adorando coisas sem resultado. Nosso melhor jogador nunca joga, mas queremos renovar seu contrato a qualquer preço. Eu pergunto: o que não mudou em um ano e meio vai mudar agora? O Jefferson e o Fágner vão sair da maca e comer a bola em campo um ano depois? O Tite vai ter categoria? O Nílton vai parar de colecionar expulsões e furadas?
Estamos fora do nosso nível. Não temos, em nosso elenco, um único jogador que pudesse ao menos ter sido injustiçado na convocação da seleção brasileira. Nenhum! Se não temos um jogador desse porte, que craque temos, afinal? É um Vasco sem jogador de repercussão e apelo nacional. Conclusão clara. Vivemos do talento precoce de Philippe Coutinho (a quem os mais afoitos já atiram todas as pedras) e Souza. Que mais? Ramon vai mostrando personalidade. Carlos Alberto tem 24 anos e é “o melhor do Vasco”. Ele é craque? Ele é diferenciado? Por que não aparece na lista de candidatos a uma vaga pra Copa? Só é bom no Vasco? Mas... joga? Consegue?
É muita pergunta sem resposta!
O único jogador que decidiu alguma coisa pra nós – decidiu de verdade, no pau, decidindo um jogo e um título – foi Alex Teixeira. Foi dele o gol salvador na angustiante partida em que o Vasco virou o jogo decisivo da Série B e foi campeão da Segundona. Tinha Carlos Alberto, tinha Ramon, tinha Philippe, tinha Souza. Mas quem fez a jogada individual que decidiu foi Alex Teixeira. Que foi embora, naquele que poderia ser o seu ano no Vasco e no futebol brasileiro.
Depois disso, pergunto eu: quem decidiu um título pro Vasco?
Quem fez um gol decisivo nas partidas seguintes?
Só tivemos a expulsão tosca do Nílton e do Tite, com seus pontapés grosseiros na final da Taça Guanabara, “decidindo” uma taça em favor dos outros. No último jogo, o mesmo Nílton deu dois gols pro adversário. E ainda tem gente que idolatra os “ídolos B”, esquecendo que estamos no “mundo A”.
Apequenamos nosso raciocínio. Ficamos míopes. Distorcemos tudo. A base do time do ano passado é NADA: tem que refazer tudo de verdade. Não era um planejamento para a Série B e outro pra Série A? Cadê a diferença?
Já entendemos que Rodrigo Caetano é fundamental nesse processo de reestruturação, mas – com todo respeito à sua figura, a quem eu nutro especial admiração – ele também precisa se repensar, porque quem vem pro Vasco tem que vir PRA GANHAR, e não estamos ganhando NADA! Se não o deixam trabalhar, que o deixem! Se ele não está vencendo com alguma estratégia, que a mude! Mas ele, o nosso tão respeitável cavalheiro Rodrigo Caetano, precisa estar apto a entender que a torcida só vai “invadir” o gramado para apertar jogador quando a gente, temporada após temporada, ficar trocando seis por meia dúzia, jogador mediano por jogador mediano, mantendo os melhores (que são os melhores só do Vasco, mas não “os melhores do futebol”) e trazendo mais entulho pro lugar dos entulhos que saíram. Tipo "Geovani Maranhão por Fumagalli" ou "Cesinha por Vílson"... se preciso me fazer mais claro...
Não tem dinheiro pra contratar jogador bom? Faz o seguinte: dispensa todo mundo que é fraco, sobe os juniores com fome de bola e amor à camisa e mantém os “melhores”. Uma massa dessas na mão do Roth certamente vai andar. O que dói é somar dez salários de jogadores medianos/medíocres e impedir uma contratação boa com essa verba. Se o Vasco trouxer um jogador de verdade – um Diego, um Keirrisson, El Tanque, um Felipe, um Deco, sei lá quem! – a torcida vai esquecer os ídolos que temos rapidinho, porque vai ver um time com reforços e cara de campeão.
E aí a torcida e os sócios (adimplentes!) não precisarão entrar em campo e fazer esse papel desagradável de pedir a quem não quer ser Vasco que não seja!
Quero agradecer ao Claudinho da Força Jovem pela educação, pela simplicidade e pela gentileza com que me esclareceu todas as coisas e deixou claro não o sentimento de uma torcida organizada, mas o CORAÇÃO e o SENTIMENTO de vascaínos que ACREDITAM no clube, PAGAM sua mensalidade e EXIGEM respeito de quem veste essa camisa.
Não nos ensinaram a cantar que “O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR”?
Não parou!
E agora? Agora aguentem! “Ação e reação”!
Incentivaram a paixão? Entendam que não é uma paixão qualquer: é paixão de verdade, e paixão de verdade mobiliza.
Que pena... esqueceram a grandeza do Vasco e acharam que tudo passaria em branco... como aquela entrevista do Nilton após o primeiro tempo contra o Avaí, sorrindo, como se não tivesse falhado grosseiramente no lance do gol.
Não passa em branco! Passa em PRETO E BRANCO, com a CRUZ DE MALTA no peito!
Até que aprendam a pensar o Vasco como um VASCO GRANDE...
Saudações,
Michel Macedo
Ia escrever uma postagem sobre a "invasão" de alguns torcedores do Vasco em São Januário, mas desisti depois que li a coluna do Hélio Ricardo do SuperVasco. Não tiro um palavra dele e reproduzo aqui na íntegra suas sábias palavras:

Em primeiro lugar é bom que se lembre o velho dito popular: “roupa suja se lava em casa”. Quando a roupa está muito suja, começa a incomodar quem é de casa. Quando a casa fica passiva diante da sujeira, favorece que outros venham de fora e se prontifiquem a lavar.
No meu entendimento, foi isso que acabou acontecendo no Vasco esta semana.
Não fomos "invadidos". Invasão não é isso. Invasão é coisa de elemento estranho, alheio, incomum. Invasão é feita por quem não tem vinculo e quer se apoderar do que não lhe pertence. Um invasor, um elemento estranho, não poderia circular dentro do estádio nem ter acesso a portões ou aos gramados. E ninguém disse que os que assim fizeram o fizeram por força ou por violência. Então que “invasão” foi essa?
É bom que se aprenda um outro dito popular: “quanto maior o gigante, maior a queda”. Estão esquecendo que o Vasco é grande! Estão tão acostumados com as derrotas sob aplausos, com as eliminações por omissão ou por atos destrambelhados dos responsáveis que acabaram pensando que o Vasco é menor do que ele efetivamente é.
Não é, não!
Acordem!
O Vasco é grande!
E clube grande – todo mundo sabe – é assim mesmo. O racional e o irracional, o lógico e o ilógico, a impulsão e a repulsão se dão na mesma proporção. Para uns a cobrança soou como ato de vandalismo. Para outros, como ato de vagabundagem. Muita coisa foi dita, muita coisa foi noticiada para vender “furo de reportagem”.
Fui à fonte apurar o que efetivamente aconteceu.
Conheci, ainda naquela fase sofrível do rebaixamento, um sujeito chamado Luiz Claudio, presidente da torcida que esteve nos gramados de São Januário cobrando o que definitivamente esses jogadores não vêm demonstrando: dignidade com a camisa que vestem. Claudio é um rapaz educado, simples, discreto, que fala de forma articulada e em momento algum lembra os representantes truculentos e algozes que vitimam pessoas e fazem apologia da pancadaria em prol de suas torcidas. Ele é inteligente e diplomático, diferente da carcaça de "feras dos estádios" usada tantas vezes por outros correligionários. Claudinho não é congênere: ele é sui generis.
Não sou parente, nem amigo de infância, nem cunhado do Claudinho da Força Jovem. Não sou integrante da torcida, nunca vesti uma camisa da Força Jovem e – se querem que eu seja sincero – nem assisto aos jogos dentro da torcida (prefiro ficar de fora assistindo ao seu espetáculo visual). Mas fiz algo que – tenho a mais certeza absoluta – ninguém ou quase ninguém fez: fui até o Claudinho apurar o que realmente aconteceu e qual foi a sua intenção. Não vim aqui absolvê-lo de sua atitude, porque também não liguei para ele no intuito de julgá-lo nem condená-lo. Com alguma inteligência que a vida me ensinou a ter, calculei imediatamente que, se tivesse ocorrido uma "ação de marginais" em São Januário como muito supunham, certamente a diretoria teria chamado a polícia e registrado ocorrência. Se nada disso ocorreu, é porque nenhuma violência ocorreu também. Simples assim. Dois e dois são quatro, todo mundo sabe.
Ou alguém acha que são cinco?
Conversei por longo tempo no telefone com o Claudinho e fiquei feliz com o que ouvi. Não porque tenha aprovado – volto a dizer – a cobrança que foi feita, da maneira como foi feita, no momento em que foi feita. Mas porque Claudinho me convenceu de que a “visita” (prefiro tratar o fato assim) foi pensada de forma reflexiva e inteligente..
Claudinho não vive do clube: ele é SÓCIO ADIMPLENTE do Vasco e PAGA ingresso para assistir aos jogos do nosso Vasco. Tal como ele, TODOS os líderes da torcida que o acompanharam eram SÓCIOS e ADIMPLENTES. Ele mesmo teve o cuidado de selecionar essas pessoas para que o protesto tivesse propriedade. Bem, só esse dado já mata boa parte da distorção que fizeram do fato.
Então eu começo a fazer uma série de perguntas decorrentes dessa minha investigação do fato: qual é a diferença de um sócio do clube quando ele é de uma torcida organizada? Ele fica inibido? Ele fica coibido? Ele fica proibido? Ele fica acuado sem poder protestar?
A diferença é que, ao contrário dos torcedores que muitas vezes nem sócios são (e, quando sócios, são inadimplentes) esses caras foram lá em São Januário exigir respeito e dignidade com a camisa que vestem e pelo dinheiro que pagam. Se todos os sócios do Vasco fizessem exercer a sua “cidadania vascaína”, certas coisas não aconteceriam e jamais teriam acontecido em nosso passado próximo!
E é bom que quem está no Vasco e quem continuou no Vasco saiba e se acostume com o que disse o Claudinho: civilizadamente serão sempre cobrados, porque o Vasco – desculpe se ainda não sabem – é GRANDE! Já vimos torcedor de time grande bater, acuar, apedrejar, dar até tiro em treino. Isso sim é acinte, crime, agressão, violência. Agora... cobrar? Que mal há em cobrar?
Repito várias vezes: não justifico o que foi feito, mas não me conformei com o que foi dito e virou notícia. Fui à fonte. E a fonte me revelou coisas muito diferentes da leitura primária de vandalismo e vadiagem. Eram torcedores indignados. Se estivesse tudo bem, teriam entrado para pedir autógrafo. Como está tudo muito errado – porque o Vasco na penúltima posição na terceira rodada de um campeonato É ERRO – foram cobrar. Pleitearam essa reunião e não foram atendidos. Não estou respaldando seu ato, mas estou me isolando “antropologicamente” do meu juízo para entender que eles, de forma sociável e sem agressão, abordaram os atletas e exigiram o que uma “imensa torcida bem feliz” muitas vezes se omite e não faz. Enquanto muitos viram casaca ou entram em sites infames para fazer politicália e denegrir a instituição a troco de moedas e vaidade, esses caras foram dentro do Vasco exigir a mudança que, afinal, todo mundo quer.
Ou alguém acha que o Élton e o Nílton não mereciam uma pixotada da torcida, digna das que eles dão na bola dentro de campo?
Não podemos embarcar em argumentos fáceis do tipo “o que esses vagabundos faziam três da tarde? não trabalham?”. Faziam, provavelmente, o que outros torcedores, nesse mesmo horário, também fizeram nas vezes em que jogaram moedas em Leandro Amaral, participaram das manifestações de rua e mesmo das eleições do clube. Ou o clube tem eleição de meia-noite às cinco?! Por que os outros podem e eles não? É essa a hora de chacoalhar as torcidas organizadas? É assim que se faz?
Por que a discriminação? Qual é a diferença?
Agora vou ao ponto mais nevrálgico dessa celeuma. O recado dado pelos torcedores a esse elenco - sugerindo que “quem não quiser jogar com essa camisa, vá embora enquanto o campeonato apenas começa” - é fruto de uma miopia que estamos vivendo. Estamos diante de uma coisa e vemos outra. Estamos venerando e adorando coisas sem resultado. Nosso melhor jogador nunca joga, mas queremos renovar seu contrato a qualquer preço. Eu pergunto: o que não mudou em um ano e meio vai mudar agora? O Jefferson e o Fágner vão sair da maca e comer a bola em campo um ano depois? O Tite vai ter categoria? O Nílton vai parar de colecionar expulsões e furadas?
Estamos fora do nosso nível. Não temos, em nosso elenco, um único jogador que pudesse ao menos ter sido injustiçado na convocação da seleção brasileira. Nenhum! Se não temos um jogador desse porte, que craque temos, afinal? É um Vasco sem jogador de repercussão e apelo nacional. Conclusão clara. Vivemos do talento precoce de Philippe Coutinho (a quem os mais afoitos já atiram todas as pedras) e Souza. Que mais? Ramon vai mostrando personalidade. Carlos Alberto tem 24 anos e é “o melhor do Vasco”. Ele é craque? Ele é diferenciado? Por que não aparece na lista de candidatos a uma vaga pra Copa? Só é bom no Vasco? Mas... joga? Consegue?
É muita pergunta sem resposta!
O único jogador que decidiu alguma coisa pra nós – decidiu de verdade, no pau, decidindo um jogo e um título – foi Alex Teixeira. Foi dele o gol salvador na angustiante partida em que o Vasco virou o jogo decisivo da Série B e foi campeão da Segundona. Tinha Carlos Alberto, tinha Ramon, tinha Philippe, tinha Souza. Mas quem fez a jogada individual que decidiu foi Alex Teixeira. Que foi embora, naquele que poderia ser o seu ano no Vasco e no futebol brasileiro.
Depois disso, pergunto eu: quem decidiu um título pro Vasco?
Quem fez um gol decisivo nas partidas seguintes?
Só tivemos a expulsão tosca do Nílton e do Tite, com seus pontapés grosseiros na final da Taça Guanabara, “decidindo” uma taça em favor dos outros. No último jogo, o mesmo Nílton deu dois gols pro adversário. E ainda tem gente que idolatra os “ídolos B”, esquecendo que estamos no “mundo A”.
Apequenamos nosso raciocínio. Ficamos míopes. Distorcemos tudo. A base do time do ano passado é NADA: tem que refazer tudo de verdade. Não era um planejamento para a Série B e outro pra Série A? Cadê a diferença?
Já entendemos que Rodrigo Caetano é fundamental nesse processo de reestruturação, mas – com todo respeito à sua figura, a quem eu nutro especial admiração – ele também precisa se repensar, porque quem vem pro Vasco tem que vir PRA GANHAR, e não estamos ganhando NADA! Se não o deixam trabalhar, que o deixem! Se ele não está vencendo com alguma estratégia, que a mude! Mas ele, o nosso tão respeitável cavalheiro Rodrigo Caetano, precisa estar apto a entender que a torcida só vai “invadir” o gramado para apertar jogador quando a gente, temporada após temporada, ficar trocando seis por meia dúzia, jogador mediano por jogador mediano, mantendo os melhores (que são os melhores só do Vasco, mas não “os melhores do futebol”) e trazendo mais entulho pro lugar dos entulhos que saíram. Tipo "Geovani Maranhão por Fumagalli" ou "Cesinha por Vílson"... se preciso me fazer mais claro...
Não tem dinheiro pra contratar jogador bom? Faz o seguinte: dispensa todo mundo que é fraco, sobe os juniores com fome de bola e amor à camisa e mantém os “melhores”. Uma massa dessas na mão do Roth certamente vai andar. O que dói é somar dez salários de jogadores medianos/medíocres e impedir uma contratação boa com essa verba. Se o Vasco trouxer um jogador de verdade – um Diego, um Keirrisson, El Tanque, um Felipe, um Deco, sei lá quem! – a torcida vai esquecer os ídolos que temos rapidinho, porque vai ver um time com reforços e cara de campeão.
E aí a torcida e os sócios (adimplentes!) não precisarão entrar em campo e fazer esse papel desagradável de pedir a quem não quer ser Vasco que não seja!
Quero agradecer ao Claudinho da Força Jovem pela educação, pela simplicidade e pela gentileza com que me esclareceu todas as coisas e deixou claro não o sentimento de uma torcida organizada, mas o CORAÇÃO e o SENTIMENTO de vascaínos que ACREDITAM no clube, PAGAM sua mensalidade e EXIGEM respeito de quem veste essa camisa.
Não nos ensinaram a cantar que “O SENTIMENTO NÃO PODE PARAR”?
Não parou!
E agora? Agora aguentem! “Ação e reação”!
Incentivaram a paixão? Entendam que não é uma paixão qualquer: é paixão de verdade, e paixão de verdade mobiliza.
Que pena... esqueceram a grandeza do Vasco e acharam que tudo passaria em branco... como aquela entrevista do Nilton após o primeiro tempo contra o Avaí, sorrindo, como se não tivesse falhado grosseiramente no lance do gol.
Não passa em branco! Passa em PRETO E BRANCO, com a CRUZ DE MALTA no peito!
Até que aprendam a pensar o Vasco como um VASCO GRANDE...
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Michel Macedo
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quarta-feira, 21 de abril de 2010
Aniversário da Colina Histórica
Fala Galera
Hoje a Colina Histórica, o Caldeirão de São Januário faz aniversário!! O Estádio do Grande Vasco da Gama completa 83 anos. E hoje terá jogo da Copa do Brasil: Vasco x Corinthians-PR e eu estarei lá, é claro!
O Estádio do primeiro clube do Brasil a admitir jogadores negros já teve jogos memoráveis e outros eventos como Desfiles de 1o Maio, Primeiro Congresso Nacional de Educação, Corais, Palco da assinatura da CLT pelo presidente Getúlio Vargas.
Foi inaugurado em 21 de Abril de 1927, com o Amistoso Vasco 3 x 5 Santos. O primeiro gol foi marcado pelo santista Evangelista e o primeiro gol Vascaíno foi marcado pelo jogador Negrito.
Até 1930, ano da inauguração do Estádio Centenário em Montevidéu (para a primeira Copa do Mundo), era o maior das Américas. Até 1940, ano da inauguração do Pacaembu, o estádio era o maior do Brasil, e até 1950, na inauguração do Maracanã, era o maior do Rio de Janeiro. Após mais de 80 anos desde sua inauguração, este templo do futebol continua sendo o maior estádio particular da cidade.
O primeiro jogo da Seleção Brasileira no estádio ocorreu em 15 de janeiro de 1939, pela Copa Rocca. O Brasil perdeu de 5x1 para os rivais argentinos. O primeiro gol brasileiro foi feito por Leônidas da Silva, o Diamante Negro, que tinha jogado no Vasco cinco anos antes.
Também neste estádio foram jogados as finais da Libertadores de 1998, onde o Vasco foi campeão, e da Copa do Brasil de 2005. Foi palco também da Copa do Mundo de 1950.
No dia 30 de abril de 2002, o Travel Channel, famoso canal de televisão especializado em turismo realizou pesquisa que incluiu São Januário entre os sete melhores estádios do planeta para se assistir uma partida de futebol, junto com Camp Nou, Giuseppe Meazza, La Bombonera, Ibrox Stadium, Stamford Bridge e o Estádio Olímpico de Munique.
No Estádio São Januário a Seleção Brasileira de Futebol já disputou 23 jogos, sendo 19 vitórias, 1 empate e 3 derrotas. Desde a sua inauguração em 1927 até 1950 a Seleção disputava a maioria de seus jogos que fossem no Rio de Janeiro em São Januário, mas após a inauguração do Maracanã este estádio passou a ser o escolhido pela CBF. Trinta e nove anos após o último jogo, a Seleção voltou a disputar uma partida em São Januário. Em 1989 enfrentou a Seleção Japonesa, vencendo por 1 x 0. Em 1993, o confronto com a Seleção Paraguaia marcou a última partida disputada pela Seleção Brasileira em São Januário.
Algumas curiosidades:
- Em março de 1928 foram inaugurados os refletores e a arquibancada atrás de um dos gols. O jogo foi contra o time uruguaio Wanderers. O Vasco venceu por 1 a 0, com um gol do ponta-esquerda Santana, em um chute direto do escanteio. Nesse momento surgiu o gol olímpico, que recebeu esse nome em alusão ao fato de os uruguaios serem os campeões olímpicos da época.
- No dia 20 de maio 2007, o atacante Romário marcou o seu milésimo gol, na partida entre Vasco da Gama e Sport Recife.
- O maior artilheiro de São Januário é Roberto Dinamite, também maior artilheiro vascaíno, com 184 gols marcados no estádio. Logo em seguida vem Romário, com 152 gols, e Ademir Marques de Menezes, com 94 gols.

Saudações,
Michel Macedo
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