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sábado, 21 de agosto de 2010

Inter Bi-Campeão da Libertadores

Fala Galera

O roteiro do capítulo final da conquista do bicampeonato da América pelo Internacional não poderia ter sido mais completo. Jogo nervoso, pegado, ríspido na maior parte do tempo. E com os brasileiros jogando mal e entrando demais na pilha dos mexicanos, principalmente na etapa inicial. Até que, aos 42 min, Fabián acerta um chute mais do que improvável e vence Renan: 1 a 0. Nervosismo no Beira-Rio. Silêncio, jamais. A torcida colorada não parou de incentivar o time. E tal postura, com certeza, foi determinante para o epílogo da Libertadores-2010.


Segundo tempo. O Inter volta pilhado, mas parecia mais seguro em campo. E o Chivas, com o placar a favor, mais tenso. Com marcação adiantada, os colorados foram tomando conta da partida. E surgiram os gols da nova virada sobre o Chivas Guadalajara, time experiente, matreiro, com boa técnica e que jogou no limite para fazer história no Beira-Rio.


Mas a história era sobre predestinados que vestiam o vermelho de um clube ainda mais predestinado e que, nos últimos oito anos, rompeu as fronteiras que faltavam na sua história. Duas Libertadores (2006 e 2010). um Mundial (2006), uma Recopa Sul-Americana (2007) e uma Copa Sul-Americana (2008).


Mas, antes de enfileirar as últimas conquistas coloradas, essa é uma glória de predestinados. Como Rafael Sóbis, autor do gol de empate. Como Leandro Damião, obscuro até tocar na bola pela segunda vez e cravar a virada. Como Giuliano, o reserva mais titular, decisivo e iluminado dessa campanha. Como Celso Roth, achincalhado por um país que se alimenta da distribuição de rótulos boçais, mas que calou a boca de seus insistentes detratores. Como os guerreiros Sandro e Guinazu, volantes de encher os olhos, na técnica, na força, na dedicação e no respeito com o qual vestem a camisa. Como da diretoria vermelha, que enfrentou o pânico da ameaça de rebaixamento em 2002, deu a volta por coma, remodernizou o clube, reiventou a máquina colorada, tornou a gestão viável e fez do Internacional, com mais de 100 mil sócios, um exemplo perfeito de interação inteligente, prática e econômica com seu torcedor.

O Internacional-2010 é marcado pela predestinação. Insisto com isso. Vejam porque:


1. Rafael Sóbis, desde sua volta, ainda não havia marcado um gol. Fez na hora certa e derrubou o paredão mexicano.

2. Giuliano, o talismã, decidiu jogos contra Estudiantes (uma vez), São Paulo (duas vezes) e Chivas (duas vezes). Estava escrito na história que ele seria o personagem dessa conquista.

3. Leandro Damião foi lançado entre os profissionais em janeiro. Nos seis primeiros jogos do ano, marcou 4 gols. Depois, perdeu fôlego e sumiu. Não balançou mais as redes. Hoje entrou, quase desconhecido, e virou herói. É a versão mais nova (e com mais futuro) de Adriano Gabiru.

4. Celso Roth assumiu o time, mas não era a primeiro, nem a segunda, nem a terceira opção. Chegou corneteado (como sempre) por muita gente. Fechou os ouvidos, trabalhou e escreveu uma nova história para a sua carreira.

5. E, por fim, Sandro. Vendido desde o fim do ano passado para o Tottenham e nunca se escondeu da missão. Jamais evitou uma dividida. Brigou até o fim. E vai para Londres com a certeza do dever (bem) cumprido. Ao lado do General Bolivar e do onipresente Guinazu, Sandro nos mostrou nessa campanha que ainda há um pouco de fidelidade e compromisso na relação entre clube/jogador.

O bicampeonato do Internacional é a conquista da predestinação. A camisa vermelha hoje foi, como nunca, a glória do desporto nacional, que nós teremos que exaltar. E a América, quatro anos depois, volta a ser colorada. Como as letras desse texto.


Saudações,
Michel Macedo

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Chivas bate Universidad, avança à final e garante brasileiro no Mundial

Fala Galera

O Brasil terá um representante no Mundial de Clubes de 2010. Agora a pouco, o Chivas Guadalajara demonstrou força fora de seus domínios e derrotou a Universidad de Chile em Santiago por 2 a 0 na segunda semifinal da Copa Libertadores. Como a equipe mexicana pertence à Concacaf, o representante da Conmebol no torneio da Fifa será anunciado entre o vencedor de São Paulo e Internacional, que se enfrentam no Morumbi hoje pela outra vaga na decisão da competição sul-americana.


Esta é a segunda vez que uma equipe mexicana chega à final da Copa Libertadores. Em 2001, o Cruz Azul enfrentou o Boca Juniors na decisão, e perdeu o título nos pênaltis. Em 2005 e 2006, o próprio Chivas ficou perto de avançar a final, mas caiu na semi para Atlético-PR e São Paulo, respectivamente.

Neste ano, a equipe de Guadalajara entrou na Copa Libertadores direto nas oitavas de final, uma vez que foi impedida de disputar a fase decisiva do torneio em 2009 uma vez que o México sofria com as consequências de uma epidemia de gripe suína.

Na primeira semifinal, disputada na Cidade do México, a Universidad do Chile havia surpreendido o Chivas, obtendo um empate por 1 a 1. A equipe mexicana "devolveu" a atuação e jogou como se estivesse em pleno Jalisco.

O Chivas pressionou a Universidad nos primeiros minutos da partida, ignorando a força da torcida local. A equipe mexicana só não abriu o placar porque viu um inspirado Miguel Pinto fechar o gol chileno.

O goleiro já havia feito uma excelente partida no México, e, aos 12min, fez seu primeiro milagre ao agarrar chute de Bautista após passe de Omar Bravo. Na sequência, Bravo recebeu pela esquerda e bateu cruzado, para a excelente defesa do arqueiro chileno.

Aos 22min, porém, a inspiração de Miguel Pinto acabou. Xavier Báez chutou de longe, e o goleiro falhou na hora de defender. O atleta chileno até tentou correr atrás da bola, mas a viu descansar no fundo das redes para selar o "frango".

Sofrer o gol foi o suficiente para que a Universidad finalmente saísse do seu campo de defesa e começasse a se impor no jogo. Aos 33min, José Contreras recebeu na área pela direita e chutou forte. O goleiro Luis Michel espalmou e a bola acertou o travessão.

Quatro minutos depois, Olarra completou cobrança de escanteio e viu nova bola na trave do gol mexicano. A pressão chilena seguiu, e, aos 46min, Montillo passou pela marcação do Chivas e chutou da entrada da área para a boa defesa de Luis Michel.

Após o intervalo, a Universidad seguiu pressionando, mas permitiu o contra-ataque do Chivas. Aos 5min, Fabián carregou a bola e tentou encobrir Miguel Pinto, mas o goleiro saiu bem e fez nova boa defesa. A equipe mexicana equilibrou a partida, e fez seu segundo gol aos 9min. Magallón cabeceou após lançamento de fora da área e viu Pinto defender, mas conseguiu marcar no rebote.

A equipe chilena sentiu o golpe, mas buscou reagir e pressionar o Chivas. O time da casa manteve a bola em seu campo de ataque, sem conseguir, porém, levar perigo ao goleiro Luis Michel. Se o Universidad não ameaçava, os mexicanos ficaram perto do terceiro gol aos 20min, com chute rasteiro de Bautista que parou em Miguel Pinto.

O primeiro grande lance ofensivo do Universidad no segundo tempo saiu somente aos 23min, quando Victorino cabeceou após escanteio e viu Ponce tirar em cima da linha. Sete minutos depois, Vargas chutou pela esquerda, mas viu Luis Michel defender.

Os chilenos seguiram no ataque, mas tinham dificuldade para passar pelo bloqueio mexicano. A equipe visitante inteligentemente tocava a bola, buscando gastar o tempo que ainda restava. Ao fim, coube ao Universidad ouvir o belo canto de sua torcida nas arquibancadas, que apoiou sua equipe até o último minuto.

Universidad do Chile 0 x 2 Chivas Guadalajara


Ponto Forte do Universidad do Chile: Presença ofensiva de Montillo, que criou boas oportunidades para marcar.

Ponto Forte do Chivas Guadalajara: Soube envolver o Universidad no primeiro tempo, mesmo jogando fora de casa.

Ponto Fraco do Universidad do Chile: Não conseguiu resistir à pressão mexicana no primeiro tempo e não foi capaz de passar pela defesa visitante.

Ponto Fraco do Chivas Guadalajara: Não houve.

Personagem do jogo: Miguel Pinto, goleiro da Universidad de Chile. O atleta fez excelentes defesas para sua equipe, mas falhou bisonhamente no primeiro gol do Chivas.


Saudações,
Michel Macedo

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Libertadores - Semis - Chivas x U.Chile

Fala Galera

Goleiro segura Chivas e Universidad leva vantagem para o Chile.

Chivas Guadalajara 1 x 1 Universidad de Chile

O Chivas Guadalajara dominou a partida de ida das semifinais da Copa Libertadores contra a Universidad de Chile, no Estádio Azteca, na Cidade do México, mas parou em uma atuação memorável do goleiro adversário e não passou de um empate por 1 a 1 em casa. Graças às várias defesas de Miguel Pinto, o time chileno terá a vantagem do empate sem gols no jogo de volta, que acontece no dia 3 de agosto, em Santiago. Quem passar enfrenta na decisão o vencedor do confronto entre São Paulo e Internacional.


Com cerca de 100 mil torcedores lotando o estádio, o Chivas começou pressionando os visitantes no campo de ataque. O primeiro chute veio aos 3min, após boa jogada de Arellano, que bateu para fora. Aos 9min, o lateral esquerdo Ponce arriscou de longe para a primeira boa defesa de Miguel Pinto, que foi reserva de Claudio Bravo na seleção chilena durante a Copa do Mundo.

primeiro tempo prosseguiu com domínio completo do Chivas. O volante Mejía finalizou para fora aos 14min após avançar pelo meio, e Medina arriscou de longe aos 20min para nova intervenção de Miguel Pinto. Apesar do controle da posse de bola, os mexicanos não finalizavam com tanta frequência ao gol da Universidad.


A primeira chegada dos chilenos aconteceu só aos 26min, quando o camisa 10 Montillo - que se apresentará ao Cruzeiro após a Libertadores - recebeu pelo meio e chutou rasteiro, para longe da meta. O Chivas não criou novas chances até o intervalo e a Universidad pareceu satisfeita em se defender, com boa atuação do zagueiro uruguaio Victorino (outro que jogou o Mundial da África do Sul).

Pareceu que os mexicanos continuariam mandando no jogo na segunda etapa, com Bautista cabeceando logo no primeiro minuto para grande defesa de Miguel Pinto. Porém, em seu primeiro ataque efetivo na partida, o time do Chile abriu o placar no minuto seguinte. Após erro do zagueiro Reynoso, que afastou mal da área, Olivera ajeitou de cabeça para Olarra, livre na segundo trave, escorar para o fundo do gol.


Após o gol sofrido, a torcida do Chivas passou a incentivar ainda mais o time nas arquibancadas. E o empate não tardou a chegar: aos 7min, Omar Bravo cabeceou com força após cobrança de escanteio, para outra defesa milagrosa de Miguel Pinto. No rebote, porém, Arellano encheu o pé e estufou as redes, restabelecendo a igualdade no marcador.


Em linda jogada, Medina quase virou aos 13min. Ele tabelou com Arellano na entrada da área, girou bonito e bateu com a bola no alto, mas mandou à direita do alvo. O time mexicano tocava a bola como queria na intermediária ofensiva, mas encontrava dificuldades para penetrar na área. Aos 19min, Báez chutou de muito longe e Miguel Pinto segurou firme.

O goleiro da Universidad do Chile voltou a brilhar aos 29min: Arellano pegou a sobra após bola rebatida dentro da área e chutou forte, mas o camisa 1 mostrou muito reflexo para defender à queima-roupa. A pressão continuou, e aos 41min Miguel Pinto trabalhou pela última vez, espalmando para escanteio finalização de Arellano.

O time da casa também teve "reforços", já que pela primeira vez no mata-mata da Libertadores pôde atuar completo. O goleiro Michel, o zagueiro Magallón e os meia-atacantes Bautista e Medina já estavam servindo à seleção do México nos confrontos contra Vélez Sarsfield (oitavas de final) e Libertad (quartas).

Ponto Forte do Chivas Guadalajara: Domínio da posse de bola no campo ofensivo e ataques pelas pontas no primeiro tempo

Ponto Forte da Universidad de Chile: Atuação brilhante de Miguel Pinto e boa postura defensiva

Ponto Fraco do Chivas Guadalajara: Pouca penetração na área, forçando demais pelo meio na segunda etapa

Ponto Fraco da Universidad de Chile: Explorou pouco o contra-ataque, deixando Montillo e os atacantes isolados

Lance polêmico: O escanteio que originou o gol de empate do Chivas foi incorretamente marcado

Personagem do jogo: Miguel Pinto, que praticou defesas espetaculares durante todo o jogo e garantiu o empate



Saudações,
Michel Macedo

sábado, 22 de maio de 2010

Libertadores - Definida as Semis

Fala Galera

Definida as semis da Libertadores. Partidas emocionantes até o último minuto!

Libertad 2 x 0 Chivas Guadalajara



O Chivas é um grande time! O melhor mexicano dos últimos anos, superando até o América. E fará sua terceira semifinal de Libertadores desde 2005.
Nos jogos em casa aplica 3x0 e fora repete o sofrimento. Foi assim contra o Banfield e a mesma coisa contra o Libertad. Classificação na raça, mas com imenso sofrimento. Mas lembrando que o Chivas estava cheio de desfalques entre lesionados e convocados para seleção. Como a Libertadores só retorna depois da Copa do Mundo, o time de Guadalajara vai ter cinco jogadores de volta, meio time que está treinando com a seleção desde abril. Vai ser jogo duro aguentar este time jogando em casa.

São Paulo 2 x 0 Cruzeiro



Se no Mineirão o São Paulo foi bem no jogo de ida, no Morumbi foi ainda melhor. Mas a partida começou a ser decidida em seu favor logo no primeiro minuto com a expulsão de Kléber, que deu um tapão involuntário em Richarlyson. Lance para amarelo, mas como sua carreira e imagem são marcadas por cotoveladas e jogadas sempre com os braços aberto, Jorge Larrionda mostrou o vermelho e mandou ele para o chuveiro mais cedo. O juiz errou, mas Kléber pediu...
Mas não foi essa expulsão que fez o São Paulo jogar muito, já que vem apresentando futebol e postura desde o jogo de ida no Mineirão. Com um jogador a mais fechou os espaços e não deu quase nenhuma chance à Equipe Celeste. O Tricolor matou o jogo por 2x0, gols de Hernandez (23min do 1o tempo) após linda jogada de Júnior César e Dagoberto (8min do 2o tempo) em mais uma assistência do Fernandão.
O Cruzeiro fez uma primeira fase espetacular e mais uma vez não será campeão. São dois anos que termina a primeira fase como favorito e morre de forma melancólica...
O São Paulo está nas semis com muito mérito e vingou a eliminação do ano passado pelo próprio Cruzeiro nas quartas. Agora é hora do Ricardo Gomes aproveitar a parada da Copa, trabalhar e partir para cima do Inter.

Estudiantes 2 x 1 Internacional



O jogo não foi uma partida, foi uma guerra! O Estudiantes favorito ao título e atual campeão foi com tudo, mas o Inter tem suas forças místicas e garantiu a vaga mesmo com a derrota por 2x1. Conquista válida pelo resultado em casa no primeiro jogo, onde ganhou sem tomar gols.
Fora de casa, o Internacional ficou muito atrás, levou dois gols rapidamente (González aos 18min e Pérez aos 20min) e viu a desclassificação de muito perto. Veron jogava muito, estava em todos os lados do campo, marcava, dava passes, tabelava, chutava, um craque.
Fossati não trocou peças no intervalo e o Inter continuava tomando pressão do Estudiantes até que aos 22min veio a tão pedida mudança no time, Walter entrou no lugar de Nei. O centroavante viu, dois minutos depois, um arremate seco e forte de Veron passar ao lado do gol de Abbondanzieri. O Inter precisava chegar, mas assistia ao Estudiantes jogar.
A chance viva surgiu aos 39 minutos, com Walter. O atacante recebeu de Andrezinho e bateu forte, mas por cima. O Estudiantes prendeu bola, porém deu espaços. Aos 43 minutos a classificação veio. De novo Andrezinho, agora colocando Giuliano na cara do gol. O meia invadiu e chutou cruzado marcando.
O Inter chega forte as semis e fará dois grandes jogos contra o São Paulo.

Universidad do Chile 1 x 2 Flamengo



Em uma boa e nervosa partida, o Flamengo jogou muito, ganhou do Universidad lá no Chile, mas foi eliminado devido ao péssimo jogo de ida no Maracanã.
O Flamengo precisa de um milagre para garantir a vaga e jogou muito. Adriano então foi um dos melhores em campo. Correu, marcou, tabelou...
O Urubu adiantou a marcação e deixou os zagueiros e volantes do La U perdidos, sendo obrigados diversas vezes a darem chutões e a bola não chegava redondinha aos pés de Montillo, craque do time. O Flamengo poderia ter feito mais no primeiro tempo se os armadores ajudassem. Kleberson foi mal e Michael péssimo, erravam quase todos os passes, forçando Adriano a voltar e armar as jogadas. Assim mesmo, Vagner Love, nos acréscimos do primeiro tempo, fez 1 a 0 de cabeça após uma bicicleta torta de Adriano.
No segundo tempo, com a entrada de Pet, o Fla melhorou, não errava tantos passes e os laterais Juan e principalmente L.Moura estavam ótimos, mas a Universidade também quis jogo e partiu para cima com apoio da sua apaixonada torcida. Jogo igual e aberto até que em uma jogada de gênio, Walter Montillo, aos 27 minutos deu um toque lindo de cobertura e surpreendeu Bruno empatando o jogo.
Mas o Fla não se assustou e conseguiu o gol logo aos 33min com Adriano após belo toque de calcanhar de L.Moura. A partir daí virou drama. O Fla precisava de mais um gol partiu desesperado para o gol e a Universidade fazia uma estratégia decisiva - Bola para o baixinho Puch que prendia a bola como ninguém. Nenhum rubro-negro conseguia tirar a bola dele.
Rogério Lourenço ainda contribuiu ao tirar Toró, que não tinha cartão amarelo, ao invés de Williams, pendurado, para a entrada de Vinicius Pacheco, Evidentemente que, logo em seguida, Willians foi expulso.
No último minuto, o Fla teve uma chance, mas foi desperdiçada pela incompetência de Vinícius Pacheco, que dentro da área ao invés de chutar ou cruzar, preferiu se jogar na área para cavar pênalti e o jogo acabou.
Pela terceira vez nas últimas quatro Libertadores, o Fla é eliminado, no máximo, nas quartas-de-final. Contra o Defensor, em 2007, o que decidiu foi a pane do time no jogo de ida, em Montevideu (3 a 0). Em 2008, contra o América do México, os rubro-negros levaram de 3 a0, em pleno Maracanã. E agora, em 2010, bastaram 45 minutos mal jogados contra La U, no mesmo Maraca, para que todos os sonhos, projetos e esperanças virassem pó.
O Universidad é o time mais técnico da Libertadores 2010, mas acho que não passa pelo Chivas.


Saudações,
Michel Macedo

domingo, 16 de maio de 2010

Libertadores - Quartas, jogos de ida


Fala Galera

No meio da semana começou as quartas de finais da Libertadores da América 2010, jogos de ida. Alguns emocionantes e outros dramáticos.





Chivas Guadalajara 3 x 0 Libertad

O Chivas está demais nesta Libertadores. Depois de despachar um dos favoritos ao título - o argentino Vélez Sarsfield -, desta vez detonou um menos badalado, mas bom time do Libertad, 3x0.

O jogo mal começou e o Chivas já partiu para cima do rival. Aos 3 minutos, o atacante Omar Bravo abriu o placar com uma cabeçada certeira após levantamento da esquerda. O segundo gol veio aos 30 minutos, com Vasquez, após bela troca de passes.

No segundo tempo, o Libertad ainda perdeu um pênalti cobrado por Gamarra. O castigo veio aos 35 minutos, quando Bravo ganhou a disputa no corpo do zagueiro Medina e bateu na saída do goleiro para fechar a vitória.

Com esse resultado, a vaga já é do Chivas...


Flamengo 2 x 3 Universidad do Chile



Deu pane geral no Flamengo em pleno Maracanã. Tudo deu errado para o time, que decepcionou mais de 60mil pagantes e foi derrotado em casa pela boa Equipe do Universidad do Chile por 3x2.

Como eu já citei em outra postagem, o ponto alto do Flamengo no ano passado era sua ótima zaga, que dificilmente tomava gols, mas esse ano é um dos pontos mais frágeis da equipe.

O Flamengo entrou nervoso no jogo, não acertava um passe, um cruzamento, desperdiçava diversas finalizações e dava muitos espaços para os contra-ataques do U.Chile, que em 20min em duas falhas ridículas da defesa, viu a Universidad abrir 2x0, gols de Victorino (falha bisonha de Willians) e Olarra (falha do Bruno). No segundo gol, lance para comentários. O jogador Olarra fez falta no Bruno sim, mas a bola era defensável e mesmo com falta, o Bruno falhou em não subir o suficiente para dar um soco na bola e já foi reclamando achando que o juiz ia marcar falta, falha comum dos jogadores brasileiros...

Pane total no Fla, que só voltar a dar esperanças à torcida com um gol de Adriano aos 39min, onde o time e a torcida voltaram para o jogo. Antes do término do primeiro tempo, pressão para o Fla e Adriano e Love perderam gols feitos...

Início do segundo tempo, o Fla tinha tudo para melhorar, entrada de Pet e Michael nos lugares do péssimo Romulo e de Maldonado (que noite infeliz), mas... Aos 4min, contra-ataque nas costas de Léo Moura e gol de Fernandez, 3x1. Desespero total. O prejuízo estava grande.

No final do jogo um leve alívio com o gol de Juan. Uma derrota doída, 3x2. Dá para vencer por 2 gols de diferença no Chile? Dá, mas terá que jogar com muita vontade, dedicação, organização e treinar posicionamento defensivo.

Eu não acredito que o Fla leve essa vaga...



Cruzeiro 0 x 2 São Paulo



Nos outros Post eu também já havia comentado que falta atitude de Campeão ao São Paulo, pois time e elenco ele possuía. E contra o Cruzeiro (considerado favorito) ele mostrou. Uma vitória dentro do Mineirão por 2x0.

O São Paulo fez uma partida taticamente perfeita, principalmente na defesa, que segurou bravamente o excelente ataque celeste e contou com a sorte, pois Kléber perdeu 2 gols incríveis e até a trave salvou.

Já o São Paulo jogava com calma e com a experiência do Fernandão, que quando tem motivação, joga muito. Fernandão foi decisivo nos dois gols do SP. No primeiro em bom passe para Marlos que deixou Dagoberto na cara do gol. 1x0 aos 25min do primeiro tempo, deixando o Cruzeiro no desespero.

No segundo tempo, o Cruzeiro foi com tudo. Mais de 20 finalizações, mas sem sucesso. Gilberto sem inspiração, Roger entrou mal e o ataque perdia gols demais.

Aos 20min, o segundo gol com Fernandão dando um belíssimo passe de calcanhar para Hernandez livre entrar cara a cara com Fábio e marcar. Um gol para calar o Mineirão. Um gol para coroar o ótimo elenco do São Paulo.

O Cruzeiro pode fazer o resultado fora? Pode, mas assim com no jogo do Fla, eu não acredito...



Internacional 1 x 0 Estudiantes




O Estudiantes é o atual campeão da Libertadores, um time frio e calculista. Mas o Inter soube se impor, jogou com uma imensa calma e concentração e o resultado final de 1x0 é aquele que podemos chamar de goleada. Ganhou do favorito em casa e não tomou gols. Agora é segurar o Estudiantes na Argentina e saber explorar os erros e um possível desespero do adversário caso o gol demore a sair.

O Inter não foi brilhante, mas nunca deixou de ser prático e vivo numa autêntica guerra. E, a três minutos do fim, foi premiado com um gol de cabeça de Sorondo. Resultado que permitirá que o time jogue por um empate ou até por uma derrota por um gol de diferença, desde que a partir de 2 a 1, para chegar às semifinais.

Não arrisco palpites para o jogo de volta, mas se o Inter for inteligente, sai com a vaga...


Saudações,
Michel Macedo