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sábado, 17 de julho de 2010

O futuro dos 32 técnicos da Copa

Fala Galera

A Copa mal acabou, mas as federações já estão pensando na sequência do trabalho.


Isso porque, em menos de um mês, muitas das seleções que estiveram na África do Sul têm amistosos programados. É o caso do Brasil, que enfrenta os Estados Unidos no dia 10 de agosto.

Quantos permanecerão em seus cargos? Quantos saem?

Confira o levantamento:


QUEM FICA



Bert Van Marwijk (Holanda): no último mês de março, renovou com a Laranja Mecânica até 2012.

Carlos Queiroz (Portugal): tem contrato até o final da Euro-2012.

Fabio Capello (Inglaterra): mesma situação de Queiroz.

Joachim Löw (Alemanha): recebeu proposta de renovação por mais dois anos e deve aceitar. O jornal alemão Bild é quem garante o acordo.

Morten Olsen (Dinamarca): outro que não foi bem na África do Sul, mas que segue prestigiado. É ídolo nacional e fica, no mínimo, até a Euro-2012.

Oscar Tabarez (Uruguai): seu contrato se expirou, mas ambas as partes querem manter a parceria. Deve continuar.

Ottmar Hitzfeld (Suíça): vínculo até 2012.

Radomir Antic (Sérvia): os sérvios ignoraram a péssima campanha na Copa e optaram pela manutenção do técnico no cargo.

Ricki Herbert (Nova Zelândia): mesmo recebendo inúmeras propostas, optou por dar continuidade ao trabalho nos All Whites. Fica até 2014.

Vicente Del Bosque (Espanha): campeão mundial, só sai se quiser. Tem contrato até o fim da Euro-2012.

Vladimir Weiss (Eslováquia): renovou contrato até 2014.


QUEM SAI



Carlos Alberto Parreira (África do Sul): retornou aos Bafana Bafana dizendo que seu ciclo no país se encerraria após o Mundial.

Dunga (Brasil): não continua na seleção e segue com futuro indefinido.

Huh Jong-Moo (Coreia do Sul): após a eliminação nas oitavas, anunciou sua saída da seleção.

Javier Aguirre (México): pediu demissão, prontamente aceita pela federação mexicana.

Kim Jong-Hum (Coreia do Norte): a derrota de 7 a 0 para Portugal foi determinante para sua saída.

Lars Lagerback (Nigéria): seu contrato ia até o fim da Copa.

Marcello Lippi (Itália): Cesare Prandelli já foi anunciado como seu substituto. Segue com futuro indefinido.

Otto Renhagel (Grécia): o português Fernando Santos é o novo treinador da seleção grega.

Paul Le Guen (Camarões): desempregado, recebeu propostas das seleções australiana e turca.

Pim Verbeek (Austrália): mal saiu e já está com novo emprego. Será o diretor técnico das categorias de base do Marrocos. Paul Le Guen deve substituí-lo.

Raymond Domenech (França): Laurent Blanc entra em seu lugar. Decisão foi tomada antes da Copa.

Sven-Göran Eriksson (Costa do Marfim): ficou apenas dois meses no cargo.

Takeshi Okada (Japão): antes da Copa, soltou a seguinte frase: “não seguirei na seleção nem se formos campeões do mundo”.




FUTURO INDEFINIDO

Bob Bradley (EUA): o técnico tem o sonho de treinar uma equipe da Premier League. Tudo indica que ele sairá, em busca de novos desafios.


Gerardo Martino (Paraguai): seu nome foi especulado na seleção argentina, mas pode acabar renovando com os paraguaios.

Maradona (Argentina): recebeu proposta para renovar até 2014, mas ainda não decidiu se aceita a proposta.

Marcelo Bielsa (Chile): valorizado, tem várias propostas. O Chile já propôs uma renovação até 2015, ano em que o país deve sediar a Copa América. Deve tomar uma decisão nos próximos dias.

Matjaz Kek (Eslovênia): de férias, aguarda um posicionamento da federação. Quer continuar.

Milovan Rajevac (Gana): o acordo com os Black Stars ia até o final da Copa. Saiu valorizado e só não continua se receber uma proposta melhor. A Federação Ganesa, como não poderia ser diferente, que mantê-lo no cargo.

Rabah Saadane (Argélia): Mesma situação de Kek. Quer renovar, mas a federação argelina ainda não o procurou.

Reinaldo Rueda (Honduras): ambas as partes querem renovar, mas a negociação ainda não foi iniciada.


CURIOSIDADES:

1) Das 11 seleções que já confirmaram a manutenção de seu técnico, nove são europeias.

2) Todas as seleções asiáticas perderam seus técnicos (inclua a Austrália na lista, pois disputa as eliminatórias do continente).

3) Apenas uma seleção africana mostrou interesse imediato em renovar com seu treinador: Gana.

4) A CBF é a única confederação sul-americana que não procurou seu treinador para estender o vínculo.


Saudações,
Michel Macedo

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Rodízio de técnicos


Fala Galera

Copa do Mundo em andamento e técnicos rodando os clubes brasileiros. Pelo menos até agora, o troca-troca de treinadores no futebol brasileiro está mais emocionante do que os primeiros jogos da Copa. Três confirmações no fim de semana. Nenhuma era esperada. A mais indiscutível, autêntica bola de segurança, é a volta de Luiz Felipe Scolari ao Palmeiras. Big Phil virou um cidadão do mundo, Respeitado, competente e exigente. Foi penta em 2002, está realizado e adora a vida no Palestra Itália. Ali, foi campeão da Libertadores (99), da Mercosul (98) e da Copa do Brasil (98). Virou ídolo. É um nome de consenso. E, sinceramente, não sofrerá no mundo verde toda resistência que Muricy Ramalho enfrentou por lá. O Palmeiras esperou muito. Mas fez a aposta certa. Agora, apenas uma ressalva: é preciso dar tempo ao técnico. Fora do Brasil há 10 anos, ele precisa de um intervalo para um reposicionamento, entender o espaço, reencontrar a pressão nossa de cada dia… Readaptação. Qualquer um passa por tal coisa. Felipão também tem esse direito.


Paulo Cesar Gusmão não resistiu. Depois de recusar proposta do Atlético Paranaense e planejar uma temporada completa à frente do Ceará, pesou a volta ao Vasco, clube o qual tem total identificação. Claro que a apaixonada torcida do Vozão não gostou. É compreensível. Em segundo lugar no Brasileirão, o restante da competição teria tudo para ter um vôo cruzeiro com PC no comando. Agora, fica a dúvida de quem assumirá e se dará certo. O inconformismo é absolutamente justificável. Até porque Paulo Cesar Gusmão tinha contrato até o fim do ano,


Para o Vasco foi muito bom. Após a saída intempestiva de Celso Roth, não havia outro nome capaz de remotivar os jogadores na volta do Brasileirão. PC chegará bem informado, sabe trabalhar com elencos em baixa, conhece muito bem a realidade financeira do Vasco e entende como poucos o caminho para fugir do tiroteiro político no dividido São Januário. PC pode não ser um nome de consenso total, mas saberá se defender (e blindar a boleirada) melhor do que muitos professores com mais pose. O Vasco viveu um sábado de susto, mas parece ter reencontrado a paz no domingo passado.


E o Internacional, sem muitas opções, e diante da resistência de boa parte do Beira-Rio ao nome de Adílson Baptista, foi buscar Celso Roth, que também conhece o clube e a vida colorada.

Não acho que seja uma má escolha, até mesmo diante do cenário de opções. Apesar do bom trabalho e da competência já demonstrada em vários clubes, Roth sempre foi visto com ressalvas e até preconceito. E agora terá ainda mais dificuldades. Ele tem todo direito de sair do Vasco (e de onde bem entender), a proposta financeira de fato era melhor, mas permanecer apenas 20 dias (ou cinco jogos) é algo causa espanto e traz insegurança a qualquer um.


Boa sorte para Felipão, PC Gusmão e Celso Roth.


Saudações,
Michel Macedo